quarta-feira, setembro 09, 2009

quem ME viu, quem SE vê ...


Quem te viu, quem te vê

Chico Buarque/1966
Você era a mais bonita das cabrochas dessa ala
Você era a favorita onde eu era mestre-sala
Hoje a gente nem se fala, mas a festa continua
Suas noites são de gala, nosso samba ainda é na rua
Hoje o samba saiu procurando você
Quem te viu, quem te vê
Quem não a conhece não pode mais ver pra crer
Quem jamais a esquece não pode reconhecer
http://www.chicobuarque.com.br/letras/quemtevi_66.htm

Só começando com o Chico mesmo...
Até porque, se não fosse ter ouvido essa música hoje, provavelmente não existiria essa postagem, talvez não houvesse sequer esse pensamento!

É.. a gente muda!
E que bom!
Mas não tem como não dar uma certa melancolia em perceber que mudar encerra certos ciclos e, isso significa, em muitos casos, que uma coisa precisa dar lugar à outra, um traço de personalidade desaparece para uma nova construção e, se uma nova pessoa se elabora é porque uma outra não mais existe...

Se toda escolha é uma renúncia, nas transformações pessoais, toda mudança é uma morte.
A gente sempre vê -ainda bem!- a metade cheia do copo: o renascimento!
Afinal, se mudamos, é porque o que havia não estava satisfazendo, não correspondia ao esperado, não dava o retorno que poderia dar, não trazia felicidade, blá, blá, blá..

Por que estou eu aqui a fazer todo esse dramalhão por esse defunto infeliz que ninguém vai sentir falta afinal?!?
Talvez porque esse que foi tenha sido feliz em diversos momentos ou porque a melancolia é uma velha conhecida ou porque Chico faz isso comigo...

Então, pra não perder a temática de hoje, encerro:

Roda-viva
Chico Buarque/1967 [Para a peça Roda-viva de Chico Buarque]
Tem dias que a gente se sente Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva E carrega a roseira pra lá
Roda mundo (etc.)
A roda da saia, a mulata Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva E carrega a viola pra lá
Roda mundo (etc.)
O samba, a viola, a roseira Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva E carrega a saudade pra lá
Roda mundo (etc.)
http://www.chicobuarque.com.br/letras/rodaviva_67.htm

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postado por Daniela Hoffmann às | 0 Comentários

sábado, setembro 05, 2009

compras pela internet

sempre tem uma primeira vez pra dar errado
essa semana eu comprei um hd externo
recebi um produto diferente do que paguei
entrei em contato com a loja, reclamei
não tive retorno
entrei em contato com o cartõa de crédito e cancelei o pagamento da compra
aguardemos as cenas dos próximos capítulos

por enquanto, ainda, estou estou calma

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postado por Daniela Hoffmann às | 0 Comentários